| O POETA E A LUA
O poeta vai pela rua Seus olhos verdes de éter Abrem cavernas na lua. A lua volta de flanco Eriçada de luxúria O poeta, aloucado e branco Palpa as nádegas da lua. Entre as esfera nitentes Tremeluzem pelos fulvos O poeta, de olhar dormente Entreabre o pente da lua. Em frouxos de luz e água Palpita a ferida crua O poeta todo se lava De palidez e doçura. Ardente e desesperada A lua vira em decúbito A vinda lenta do espasmo Aguça as pontas da lua. O poeta afaga-lhe os braços E o ventre que se menstrua A lua se curva em arco Num delírio de luxúria. O gozo aumenta de súbito Em frêmitos que perduram A lua vira o outro quarto E fica de frente, nua. O orgasmo desce do espaço Desfeito em estrelas e nuvensNos ventos do mar perpassa Um salso cheiro de lua E a lua, no êxtase, cresce Se dilata e alteia e estua O poeta se deixa em prece Ante a beleza da lua. Depois a lua adormece E míngua e se apazigua... O poeta desaparece Envolto em cantos e plumas Enquanto a noite enlouquece No seu claustro de ciúmes.
(Vinícius de Morais, Antologia
Poética)
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Criar com a natureza, transformar reciclando, cozinhar com sabor, produzir testando! "Aponta bem alto para a lua senão lhe acertares, estica bem o braço e agarra uma estrela"
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Câmara Municipal de Almada - Parque da Paz - História e Construção
Câmara Municipal de Almada - Parque da Paz - História e Construção
Há coisas que me encantam....
Há coisas que me encantam....
Um dos espaços mais bonitos da cidade de Almada.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Leituras
A minha mala é todo um mundo de objectos importantes e necessários. Entre eles viaja agora este livro encantador que me acompanha nas viagens:)
"Si la vida tuvo un guionista, éste debió disponer que los encuentros se dieran sin cambios perceptibles, para que así como dice el poeta Juan Gelman, los años envejez-can conmigo, y no llenos de dudas que la razón se niega a aceptar de buenas a primeras y culpa a los inocentes ojos de la verdad que tiene enfrente."
A que sabe a lua?
"... de uma dentada só, arrancou um pequeno pedaço da lua.
Saboreou-o, satisfeito, e depois foi dando migalhas do pedacinho ao macaco, ao raposo, ao leão, à zebra, à girafa, ao elefante e à tartaruga.
E a lua soube-lhes exactamente àquilo que cada um deles mais gostava."
Adoro esta história já a contei muitas vezes aos meus pupilos para a enriquecer fiz os personagens da história em papel maché e pintei o cenário num placard grande, ficou lindo...
Saboreou-o, satisfeito, e depois foi dando migalhas do pedacinho ao macaco, ao raposo, ao leão, à zebra, à girafa, ao elefante e à tartaruga.
E a lua soube-lhes exactamente àquilo que cada um deles mais gostava."
Adoro esta história já a contei muitas vezes aos meus pupilos para a enriquecer fiz os personagens da história em papel maché e pintei o cenário num placard grande, ficou lindo...
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
"O chocolate é um alimento feito com base na amêndoa fermentada e torrada do cacau. Sua origem remonta às civilizações pré-colombianas da América Central. A partir dos Descobrimentos, foi levado para a Europa, onde popularizou-se, especialmente a partir dos séculos XVII e XVIII. Contudo, em função das necessidades climáticas para o cultivo do cacau, não é possível o seu plantio na Europa e por isso as colônias americanas de clima tropical húmido continuaram a fornecer a matéria-prima. Atualmente os maiores produtores estão na África Ocidental.
O chocolate tal como é consumido hoje é resultado de sucessivos aprimoramentos realizados desde o início da colonização da América. O produto era consumido pelos nativos na forma duma bebida quente e amarga, de uso exclusivo da nobreza. Os europeus passaram a adoçar e a misturar especiarias para adequá-lo ao seu gosto. Com o desenvolvimento dos processos industriais e técnicas culinárias, surgiu o chocolate com leite e depois na forma de um sólido. Atualmente, é encontrado em diferentes formas que vão desde o sólido, como o chocolate em pó, as barras, os ovos e os bombons, e líquido, como achocolatado ou chocolate quente. Além de ser consumido puro, é também ingrediente de um grande número de alimentos como bolos (tortas, biscoitos, etc.), mousses, sorvetes e outros doces."
(in wikipédia)Todas as formas de chocolate são boas, tentadoras e eu deixo aqui mais uma enebriante produzida por mim:)
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Amorosos...
Amorosos porta-moedas ou porta-comprimidos feitos com tecidos e aproveitamentos de garrafas pet:)
Não acha que ficariam lindos dentro da sua mala?
Não acha que ficariam lindos dentro da sua mala?
Malas e malinhas...
Malas e malinhas objectos de paixão feminina, inseparáveis levam todo um mundo indispensável de qualquer mulher.
E que tal uma feita à mão?
E que tal uma feita à mão?
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Vamos brincar ao Carnaval?
Hoje até ia um pezinho de samba:)
http://www.youtube.com/watch?v=zRc9fLDK3cY&feature=fvsr
Arte rupestre, pintura rupestre ou ainda gravura rupestre, são termos dados às mais antigas representações artísticas conhecidas, as mais antigas datadas de 40.000 a.C. no período paleolítico. Gravadas nas paredes e tectos rochosos de abrigos ou cavernas, ou também em superfícies rochosas ao ar livre, mas em lugares protegidos.
Representam verdadeiros testemunhos da vida do Homem em tempos remotos e de culturas extintas.
Porque não relembrar estes testemunhos com estes quadros coloridos, expondo nas suas paredes estes traços simples mas encantadores?
domingo, 19 de fevereiro de 2012
sábado, 18 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
A LENDA DAS LARANJEIRAS
por Marizé
Conta a tradição que outrora existiram por todo o Algarve muitas mouras encantadas,
por ser o “encantamento”, a única forma de as poder libertar da maldade e crueldades
humanas. Desde os tempos mais remotos a moirama habitava a Península, deixando uma
presença, nas crenças, superstições e costumes que ainda hoje é visível a olhos
vistos. Perto do Cerro da Cabeça, existia um palácio subterrâneo, cuja maravilha é
impossível descrever. Quando um dia um pastor, corria atrás duma ovelha que se
afastara do rebanho, veio esta cair por um orifício, através do qual, ele desceu na
ânsia de procurar a ovelhinha. Enorme espanto o seu, ao ver que junto dela, estavam
três formosas princesas mouras que a acariciavam com ternura. Facilmente pode
verificar que se tratava dum palácio, maravilhoso, cheio de lagos de água, onde as
princesas se banhavam mostrando a nudez dos seus corpos... Ali era um mundo secreto
onde ninguém podia entrar...
As princesas ao verem o pastor, ficaram atónitas perante a sua presença...
O pastor muito atrapalhado murmurou:
- Peço desculpa, mas foi apenas um acidente! A ovelha é minha, eu sou pastor, guardo
os rebanhos, sou humilde, não vos vim fazer mal!
Nós somos três irmãs gémeas Mara, Mariam e Marisa, filhas do Rei das Grutas. Foge
daqui antes que sejas visto por ele! Mas deixa aqui a tua ovelhinha para nós! Podes
vir vê-la, apenas num dia da semana, mas tem cuidado! Vem ao escurecer do dia!
O rapaz resignou-se em oferecer a ovelha!
As lindas mouras eram autênticas pérolas de Chenchir! Nos jardins subterrâneos do
Palácio das Grutas, haviam extensos laranjais que eram símbolo de pureza e
virgindade. As mouras viviam escondidas nas grutas dos rochedos. Receavam os
invasores, que com a sua violência sequestravam as donzelas com intuito maquiavélicos
de as possuir pela força.
Como é natural o rei das grutas vivia com receio. Temendo a invasão que dominava o
sul do território.
Quando o pastor chegou com uma ovelha a menos, logo o maioral, quis saber o que
acontecera..
- Onde perdeste a ovelha, rapaz?
- Sei lá! Nunca mais a dei apanhada! Sumiu!
Embora não dissimulando o seu mau humor, por fim disse:
- Deixa estar que havemos de ver isso!
Não desistindo da sua intenção, um belo dia seguiu o rapaz e quando o viu sumir pela
terra abaixo... exclamou:
- Aqui há gato! Tenho de descobrir!
O pastor visitava secretamente as raparigas, quando podia. Desse convívio ía ganhando
forma a sua afeição especial por uma delas. Gostava da Mara, de todas a mais
bondosa. Certo dia, reparou que elas iam guardando as flores secas de laranjeira, ao
mesmo tempo que misturavam com camomila, tília, S. Roberto, para fazerem poções, com
doses apropriadas, verdadeiros segredos dum sono cor de rosa. Esta preparação, cujo
segredo era da competência do velho rei, conhecedor da farmacopeia, era um chá que
era servido pelas lindas escravas, em baixelas de ouro, no final dos banquetes ou
orgias, quando se pretendia que o adversário rolasse pelos tapetes, como nos campos
de batalha. Quantas vezes os mouros atraíam ao local, formulando um convite amigável,
muito bem forjado, duma opípara refeição acompanhada do famoso elixir - poção
maravilhosa que os fazia adormecer e que os levara a ganhar castos e castelos. Por
outro lado, salvavam a honra ameaçada das suas donzelas.
Tantas vezes foi o pastor visitar as raparigas, que começou um ídilio amoroso com a
Mara. Estava na posse de todos os segredos dos mouros.
O patrão via o ar de felicidade que o pastor aparentava, por outro lado observava que
ele não se incomodara muito, com o desaparecimento da ovelha, quando ele amava tanto
o seu rebanho.
- Não pode ser!
Por fim, resolveu seguir-lhe o rasto e combinou com uns amigos para que o seguissem.
Quando ele desceu às cavernas, acompanhado dum grupo de homens, meteu-se pela
abertura das grutas e menos ágil, veio cair, soltando um grito tão estridente que
entoou em todo o palácio subterrâneo. Perante tal burburinho, desperta o rei mouro e
toda a moirama surge pelos cantos, desse mundo misterioso de alvura do lindo Palácio
das Grutas, rico de estalactites e estalagmites, verdadeiros rendilhados de estátuas
naturais de fino recorte, um mundo colossal de alabastros e mármores.
- Minhas filhas, minhas filhas, a vossa honra... a flor de laranjeira não destes a
beber o elixir... Traístes vosso pai permitindo a entrada de intrusos nestas grutas.
- Vou espalhar as folhas por esta região de cada um sairá uma nova árvore, já vós
que não cuidastes da vossa reputação, que não tivestes cabeça para pensar, ficareis
para sempre no fundo deste monte transformadas em cavernas, em estalactites. Assim as
laranjeiras cresceram à superfície e as mouras com saudades da neve não são mais que
as brancas estátuas escondidas do velho cerro para todo o sempre.
Mas no auge do distúrbio, perante tal confusão, o pastor conseguiu fugir com a Mara
para o cerro de S. Miguel e mais tarde, resolveram casar para mostrar ao mundo a
pureza da sua jovem, pois Mara merecia a flor da virgindade. Ela e seu pastor eram
dignos e puros de sentimentos. Sem esquecer o que aprendera, ela foi a primeira noiva
a usar como símbolo a flor da laranjeira. Toda vestida de branco com um lindo manto
de tule, ostentava uma linda coroa de flores naturais de laranjeira. Quando ela vai
ao cimo do cerro, atira o seu ramo de noiva pelo ar, desde a encosta ao vale, a
terra encheu-se de lindos laranjais e uma nuvem de perfumada a flores de laranjeira,
evolou por toda a atmosfera. Uma enorme nuvem branca levou os noivos em viagem
nupcial.... E quando as laranjeiras floriam , o povo cantava assim:
Linda flor de laranjeira
Nas hortas e nos pomares
Da rapariga solteira...
Que pura vai aos altares.
E desde então a velha aldeia e seus arredores, encheram-se de famosos
laranjais e da lenda restam ainda as famosos grutas, que ainda hoje existem, um mundo
de maravilhas que os deuses da terra vão esquecendo.
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Licor de laranja, docinho docinho!
Doce de laranja para comer com queijinho de cabra ou como lhe apetecer!
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